Megadeth - Th1rt3en

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Megadeth - Th1rt3en

Mensagem por ZePortouga em 5/11/2011, 00:47



Saiu a 1 de Novembro aquele que é o 13º trabalho de estúdio da banda, primeiro desde a volta do Dave Ellefson para tomar conta do baixo e é também o último álbum no presente contrato da banda com a Roadrunner records, onde o Mustaine inclusive deu a entender que ia encher um chouriço (entenda-se cd) com músicas para acabar com o dito contrato e no final, mesmo com metade das músicas do álbum servirem outros propósitos (jogos de computador ou músicas já lançadas) acabam por lançar um belo álbum, na minha opinião uns furos acima do Endgame que por sua vez já estava uns furos acima do United Abominations and so on and so on.

A banda são:

Dave Mustaine - Voz e Guitarra
Dave Ellefson - Baixo
Chris Broderick - Guitarra
Shawn Drover - Bateria

A primeira música é a Sudden Death, feita para o guitar hero, não há como enganar, guitar hero = solos, e a sudden death é uma música onde se encontram solos a cada esquina, mas eles conseguem fazer isso dentro de uma música ao invés de uma sessão de masturbação guitarrística como poderia ser expectável.

Em seguida temos a Public Enemy No 1 que foi se não me engano o primeiro single lançado. É uma música a meio tempo, que não me agradou particularmente quando saiu (fiquei a temer o pior), tem um solo como manda a lei, as secções dos versos são boas mas o refrão deixa um pouco a desejar. É na minha opinião das mais fracas do álbum.

Em terceiro lugar vem a segunda música disponibilizada pela banda, Whose Life Is It Anyways? e embora tenha um riff simples, é uma música com uma letra à Dave Mustaine, com raiva (algo que lhe vem faltando com a idade) e um refrão que cola à primeira, e honestamente é uma música que entra perfeitamente num concerto da banda em que o público acompanha o refrão com gosto. Ao ouvir esta música antes do álbum sair ganhei alguma esperança que tinha perdido com a anterior.

We The People é uma música com temática política típica do Mustaine, a música tem versos e um refrão muito bem trabalhados, o ritmo de guitarra é simples mas os leads quando aparecem caem que nem ginjas e os solos já é o costume. Dificilmente aparecerá num setlist mas acompanha-se lindamente no rádio do carro, fazendo-nos pensar "we the people right?"... é lá e cá!

Guns Drugs and Money, México, droga, tiros e tudo o mais numa música onde o Shawn Drover sobressai, algo que não acontece muito usualmente. A letra mais uma vez muito bem elaborada pelo Mustaine, mas o refrão soa um bocado repetitivo até porque o é.

A Never Dead foi feita para o jogo homónimo, é das mais agressivas do álbum, poderia facilmente ser parte dos álbuns mais antigos da banda. Introdução à maneira, ritmo feroz, no seu global uma música muito conseguida onde tudo clica e soa como Megadeth. Claramente encaixa em qualquer setlist que a banda queira atirar-nos.

New World Order é a primeira das músicas que já haviam sido lançadas. Já a conhecia mas o Broderick dá-lhe um cheirinho especial e o refrão merece ser cantado. É uma música que na minha opinião se enquadrava no Countdown to Extinction mas também é das mais velhinhas da banda e secalhar isso ajuda a esse enquadramento. Termina em GRANDE com riffs e solos à maneira.

Fast Lane.... o Mustaine adora velocidade, e lá escreve ele mais uma música acerca de andar com pressa no meio da segunda circular em hora de jogo de Benfica e Sporting hehehe. O Drover dá trabalho aos bombos, existe sempre um crescendo de ritmo dos versos para o refrão que fazem dela uma das minhas favoritas do álbum. Espero ouvi-la num próximo concerto. É daquelas que ouvi e quando fui tocar guitarra dei por mim a tocar o refrão... não é dizer muito que não toco nada mas pronto, fica no ouvido. A parte dos final é mais uma vez matadora, cheia de fúria tal como na anterior.

Black Swan é outra das velhotas, que quem já ouviu os álbuns originais remasterizados já teve oportunidade de ouvir. É Criptyc Writings no seu todo tirando a intro em solo de guitarra. Quem já ouviu a Trust, Sin etc sabe o que esperar desta. Eu gosto, mas sou fã. Quem não é vai achar apenas mais uma música.

Wrecker é a minha favorita do álbum. Os versos soam estranhos mas tem um refrão do caraças pá, absolutamente impecável, grande música. Todos os elementos se esmeram, 5 estrelas. E claro está, o Mustaine a escrever letras a descascar em alguém é mestre! Ouvir isto a conduzir é quase como ouvir a Wash My Car do Paul Gilbert mas ao contrário. Uma ouve-se a caminho do bem bom, a outra ouve-se no regresso haha.

Millennium of The Blind é a terceira das músicas já gravadas anteriormente que nunca saíram num álbum de originais. É a mais calma do álbum, com uma guitarra saída do Youthanasia a acompanhar o Mustains a cantar. É na minha opinião uma música que pelo seu ritmo é capaz de ser um pouco posta de lado pela maioria mas é das melhores do álbum no conjunto música+letra.

Deadly Nightshade... não sei como falar desta música. É a única que tem um momento só baixo+bateria para se ouvir claramente o Ellefson. Acho o refrão impecável, aqueles bends na guitarra por trás ficam impecáveis e o Broderick tal como no Endgame guardou os melhores solos para a penúltima música. Coincidência, mas não deixa de ser engraçado.

13 foi a última música escrita para o álbum, para ter 13 músicas, mas no entanto soa a tudo menos a filler, É a única que conta com uma clara guitarra acústica, uma letra que basicamente fala na vida musical do mustaine e no facto de 13 álbuns depois ele ainda cá andar contra e apesar de muita gente.


Nota positiva para a produção, o Andy Sneap não estava disponível e usaram o Johnny Karkazis e o som ficou na minha opinião melhor, mais sujo e a bateria soa bem menos limpa (quase digital) do que o Sneap costuma fazer. Uma mudança por acaso mas que resultou fantástica.

Não há mais nada a dizer excepto que todos os elementos se esmeraram e o Broderick soa menos robô e mais humano neste álbum o que até é bom porque na minha opinião há mais do que uma mão cheia de solos que me ficaram logo no ouvido algo que não aconteceu no anterior.
O Shawn Drover começa a merecer ficar na banda, até já faz ritmos rápidos e tudo!

Num álbum que era de retalhos para acabar contrato o Dave Mustaine lança mais uma bomba (leva um 8 em 10) mostrando que não sabe fazer nada mau, nem o rock do Risk era mau!

Tenho medo, muito medo, do próximo álbum... porque se ele não se estava a esforçar para este, montaram isto em 10 semanas, e saiu um álbum que eu gosto muito, no próximo vai-se esforçar e vai dar mer..

Enfim, até lá ouço este.











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Re: Megadeth - Th1rt3en

Mensagem por ArcanumMortis em 8/11/2011, 20:10

Megadeth - "Th1rt3en" Review

"Th1rt3en", é o 13º álbum de originais dos Megadeth, a mítica banda liderada por Dave Mustaine. Este álbum marcou o regresso do baixista de sempre Dave Ellefson, aos quadros do grupo norte-americano. A formação do colectivo ficou assim reforçada, com o regresso de Ellefson. Neste álbum o virtuoso Chris Broderick não consegue aqui sacar solos brilhantes como em "Endgame" e Shawn Drover é novamente o baterista sóbrio, que não falha nem compromete. Dave Mustaine continua igual a si próprio, com a sua voz inconfundível, talvez não tão corrosiva como outrora, nem a vociferar palavras tão incisivas como antes e em termos de composição, não se mostrou tão inspirado como no fantástico "Endgame" (daqueles álbuns quase só não se tornam clássicos porque vivemos na era da música descartável).(...)"

Ler a review completa em: http://www.metalimperium.com/2011/11/megadeth-th1rt3en-review.html
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Re: Megadeth - Th1rt3en

Mensagem por chorao em 8/11/2011, 21:59

com bons temas mas algo para despachar. nem todos os temas de deixam satisfeito... e é preciso lembrar que os temas foram escritos/compostos em co-autoria com alguém 3.º à banda. Não que fosse a primeira vez mas... não me sabe ao mesmo.
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Re: Megadeth - Th1rt3en

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